É aqui que eu passo muitas horas do dia. Ouço música, navego nos blogs, escrevo, brinco com meus filhos e, é claro, costuro! Meu quarto de costura é o meu lugar favorito no mundo. Sinto-me abençoada por ter 50 metros quadrados, bem planejados, para fazer tudo que mais gosto na vida! Foram muitos anos sonhando com esse espaço...
A mesa é aquela gigante que ficava na sala comercial onde funcionava o ateliê. Foi idéia da Maíla Basile encomendarmos uma mesa redonda para que nossas alunas costurassem batendo papo, como nós sempre fizemos juntas. Nesse post tem a história bem completinha dela.
Bom, muita gente já costurou, encadernou e comeu bolinhos aqui (please, deixe um comentário abaixo se você foi uma delas!). Quando desmontamos a sala foi fácil desapagar de vários móveis lindos, mas a mesa... não dava! E então a Maíla sugeriu que ela viesse morar aqui em casa. Deu certinho!
No meu quarto de costuram tudo tem um significado especial. Para guardar minha coleção de livros de costura, moldes e aviamentos, desenhei uma estante em forma de casinha. Foi difícil arrumar quem topasse fazer a marcenaria. O resultado, ainda bem, ficou melhor do que eu imaginava! Ela é de MDF. A porta e a janela são de laca bege, quase rosa. Cabe um mundo de coisas!
Tem ainda uma bancada com 9 gavetas, onde guardo tecidos e material de scrapbooking. Em cima fica o computador, a overloque e mais umas bobagens. É aqui que meu filho Lucas, de 8 anos, faz dever de casa e joga Minecraft, enquanto eu bordo, alinhavo ou monto moldes.
O ateliê é aberto para o jardim. Entra bastante luz, mas ele não é claro depois das 4 da tarde. Outro problema é que esquenta bastante.
Usei duas estampas de papel de parede e pendurei espelhos e a chave de uma casa antiga de Buritis, Minas Gerais, onde vivem meus pais e boa parte da minha família.
A máquina antiga era da minha avó paterna. Dona Raimunda Rodrigues ganhou de presente do meu avó Cesáreo e costurou nela até morrer. Outro dia mostro em detalhes e conto a história toda. Sinto muita alegria por ter essa máquina pertinho de mim todos os dias.
Os objetos me trazem boas recordações, como o Pinóquio de madeira que eu trouxe da Itália na minha lua de mel em 2002. As latinhas de caneta foram encapadas pela Maíla com o papel de parede que usamos na sala onde funcionou o ateliê. Mais uma memória afetiva!
O quadro de cortiça veio de Gramado, na Serra Gaúcha. Eu e meu marido adoramos aquele climinha alemão. É um lugar onde ainda desejo retornar muitas vezes.
Espero que tenham gostado do passeio. Prazer imenso compartilhar com vocês o lugar mais amado da minha casa!
Um boa semana, costureiras!
Fotos: Ruby Fernandes

















