Início de ano dá aquela vontade de mudar a casa: pintar a parede do quarto de uma cor diferente, consertar a persiana quebrada, comprar um lustre bacana. Por falta de tempo ou de grana, nem sempre as ideias são colocadas em prática. Esse mês caiu na minha mão um livro que tem tudo a ver com essa conversa. Arquitetura da Felicidade foi escrito pelo filósofo suíço Alain de Botton. O texto é leve e muito inspirador... Enquanto lia, pensava no que posso fazer para deixar minha casa com a minha cara.
Botton defende que a casa não é só refúgio físico, mas também é a guardiã da nossa identidade. Por isso, essa necessidade de sempre mudar tudo a nossa volta. À medida que nos transformamos, também desejamos um ambiente diferente. Botton fala ainda do capricho que tendemos a ter com o nosso lar, da nossa vontade de transformá-lo numa "ilha de perfeição", onde sejam renovadas nossas energias e esperanças depois de longo dia de trabalho.
O livro me fez refletir também porque certos tipos de arquitetura/ decoração nos atraem mais do que outros. "Parece sensato supor que as pessoas possuem algumas características das construções pelas quais se sentem atraídas". Não me refiro só aos móveis e estilos, mas aos estados de espírito que algumas casas nos provocam: religiosidade, rusticidade, romantismo, alegria, modernidade ou erudição. E você? Já parou para pensar que tipo de casa você admira? E já pensou em quais sensações sua casa transmite para quem a visita?