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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

California, I love you! Loja de tecidos e las em San Francisco!!!

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Ha anos eu sonhava em conhecer o mar da California. Pesquisei pouco e preferi viajar cheia de muitas expectativas e pouca noçao do que encontraria. Nao entrei em blogs (olha a contra propaganda!), nao busquei guias turísticos, nao pesquisei... Só conversei com uma amiga de instagram, a Patty, que me indicou algo que fez meu coração palpitar: "não deixe de ir a A Verb for Keeping Warm", em Oakland, perto de San Francisco. 

Opa! Entrei no site e tive a certeza de que esse era um lugar que eu não poderia voltar pra casa sem conhecer. A Verb For Keeping Warm é uma loja. Mas não é uma loja como qualquer outra. E aí está algo que eu aprendi nessa minha vida viajante. Na parte do seu roteiro dedicada à compras, priorize lojas que sejam especiais. Ou melhor, que sejam mais do que o comércio em si, mas que sirvam como inspiração para os seus futuros trabalhos. 

Eu entendo que aqui nos Estados Unidos vários produtos são mais baratos do que no Brasil, mas acho um desperdício ocupar horas preciosas em um lugar incrível comprando o que posso achar perto de casa. Ok! Você pode até argumentar que em algumas situações, o preço compensa. Mesmo assim, eu discordo. As horas valem muito quando você pagou passagens aéreas caras, hotel, transporte. 


Então vamos ao que interessa! A Verb For Keeping Warm fica em Oakland, uma cidade separada de San Francisco pela baía. É preciso atravessar uma ponte linda para chegar lá. Como estávamos em um carro alugado, foi fácil achar o caminho seguindo as direçōes do GPS. 

Logo na fachada, do lado de fora, já fiquei de olho nos latões com plantas e flores. E o mais curioso  é saber que elas não estão ali apenas como enfeite. A dona da loja, Kristine Vejar, é especialista em técnicas de tingimento em tecidos e lãs. E essa é uma das matérias primas para o trabalho. Kristine  é autora do livro The Modern Natural Dyer . 



A loja é grande e decorado de forma criativa. Tem galhos secos de flores, vasos de plantas e muitos, muitos, muitos samplers. Sampler é como os americanos chamam o produto pronto para ser degustado ou provado. Vi muitos cardigans, cachecois, xales, blusas, vestidos. Os materiais para quem animar faze-los estão à venda. A atendente me avisou que eu poderia experimentar o que quisesse. Achei genial poder provar antes de fazer! Voce já tira logo a dúvida sobre a modelagem, o estilo, o tipo ideal de tecido.  

A organização dos produtos é daquelas que possibilita descobertas. Passei mais de uma hora tentando captar com meu olhar cada cantinho, estante, prateleira, mas tenho certeza que nao consegui ver tudo. 











No fim das contas, olhei, namorei e saí inspirada. Levei só uma mini sacolinha recheada com 3 novelos para fazer um xale. Escolhi esse tom de azul, tingido à mão no Texas pela designer Madeline Tosh, em lã 100% merino.

Taí outro aprendizado da vida de viajante! Posso olhar, amar a loja inteira, mas nao preciso de me desesperar para comprar tudo o que gostei. Levei algo com significado. Não comprei por comprar. O meu objetivo é fazer o xale e lembrar dos muitos tons de azuis que vi no mar, nos prédios e nessa loja linda da California. 



quinta-feira, 6 de julho de 2017

O guarda roupa de Alice

A maquina de costura e a linha de bordado sempre estiveram presentes na minha infancia. Nas maos da minha mae, das minhas avos, das minhas tias. Era (e ainda e) algo corriqueiro ver uma delas sentada no sofa com um pedaco de tecido nas maos,  enquanto conversava ou assistia televisao. Todas elas costuravam as proprias roupas ou encomendavam para uma costureira proxima. E demonstravam orgulho ao forrar a mesa com os pontos de cruz feitos em casa.

Vejo que Alice cresce com a mesma visao, apesar de ser uma crianca dentro de outro contexto. O mundo dela e imensamente maior do que o meu quando tinha 5 anos. Alice ja esta no terceiro passaporte, fala ingles fluentemente, acha natural ir ao teatro, ao ballet, ouvir a orquestra.

Eu tive uma infancia riquissima, dentro das possibilidades dos meus pais_ um bancario  e uma professora_ , mas Alice e outra historia: geracao internet, Netflix, Milenium, ipad e smartphone. O mundo mudou imensamente nos ultimos 30 anos. E o jeito de viver a infancia tambem.

Apesar dessas diferencas, desde que nasceu, Alice ve cenas bem parecidas com as que eu via na casa onde moramos por 18 anos, no Guara, no Distrito Federal: uma mae que compra revista de costura, abre a folha de molde no meio da sala, passeia nas lojas de tecidos. Uma mae que se diverte costurando roupas para a filha.

Minha mae fez belos vestidos para mim. Lembrarei para sempre deles. Ela gostava de desafios: veludo alemao, barbatanas, saias imensas de gorgurao. Eu ainda nao costuro roupas tao sofisticadas para a minha pequena, mas adoro ver o sorrisao dela quando veste algo feito por mim _ mesmo que seja uma saia simples, com desenhos de raposas. Aquele tipo de roupa que serve como um convite a uma infancia do passado, de brincar de faz conta e correr no quintal.








quinta-feira, 20 de abril de 2017

E por falar em saudade.....


Ah, ela demorou para chegar. Para ser bem exata: 1 ano e 3 meses. Parecia nem existir. Mas nos ultimos dias ela apareceu e veio arrebatadora. Sim, a tal da saudade tomou conta de mim. Tenho sentido falta do colo da minha mae, do suco de limao mega adocado feito pela Neuza (sim, aqui existe limao em qualquer esquina, mas nao e o suco da Neuza!), do churrasco exagerado do meu pai, de passar calor em Buritis, de sair para jantar sem pressa com o marido (aqui sempre as kids vao no pacote), de almocar tarde com as amigas tomando Bellini.  

E ai o jeito foi revirar o HD e relembrar o passado revendo os cliques. E nao e que no meio de tantos registros, acabei revivendo uma tarde deliciosa de costuras e energia positiva? 

As fotos sao lindas e resumem exatamente o que eu sinto falta morando fora do Brasil: cumplicidade, risada sem medida, conversa informal, quebra de protocolo e aquele cliche " a festa nao tem hora pra acabar".





Essa e a maravilha da fotografia: ajudar a mente a reter cada detalhe de um momento desfeito. Nesse dia de encantos em Joinville, Santa Catarina,  na casa da Bela Murakami, a Cha de Baunilha, eu, Bela e Ruby Fernandes nem lembramos do celular, mas sacamos nossas cameras tradicionais e nos divertimos com algo que apreciamos muito: eternizar o que vivemos pelas nossas lentes.



Diante das fotos, nao ha muito o que escrever. Elas contam com perfeicao como foi o dia: um almoco frugal entre amigas, um brinde com uma bela taca de vinho, uma tarde de corte e costura, afinal esse foi o nosso primeiro elo! Ah! E no auge da explosao criativa, demos muitas risadas e clicks enquanto brincamos de vestir a Ruby de modelo em uma mini sessao estilo editorial de revista.



























+ Para admirar os clicks profissionais da Ruby, acesse aqui: www.rubyfernandes.com.br . Sim! Sou amiga orgulhosa que faz questao de espalhar  aos 4 ventos como e delicado o trabalho da Ru! Vai la e depois me conta se eu nao tenho razao.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Dicas para costurar malha ou moletom em casa



Tai uma pergunta que eu ouco de vez em quando (acompanhada de uma cara de espanto): mas como assim? Voce costura malha na maquina caseira? Outra questao bem comum: a sua maquina costura malha????

Ok! Vamos conversar um pouco sobre isso... Vou dividir em topicos para facilitar e se voces tiverem mais alguma duvida, por favor deixem nos comentarios para eu tentar ajudar, ok?

1. Cuidado na hora de escolher a malha. A variedade de texturas e caimentos e imensa. E isso fara toda diferenca no resultado da peca. Existem malhas leves, que lembram uma seda. Outras bem pesadas. Assim como nas roupas feitas em tecido plano, voce deve levar essa informacao em consideracao na hora de adequar o tecido ao projeto. 

Nas 2 fotos que ilustram esse post da para notar essa diferenca. Fiz a camiseta canoa listrada (ai como eu amo listras!!!!!) em uma malha de bambu levissima. Escolhi esse tipo de malha porque queria uma blusa mais fresquinha. E o molde pedia caimento mais solto. 

Ja o moletom bordado e outra historia. Um modelo quentinho, proprio para o inverno, com mangas raglan, punhos e barra na cintura feitos do proprio tecido. Esta na minha interminavel lista de projetos, mais uma versao desse mesmo molde, porem com mangas curtas, mais curto (o tal cropped!) e barra comum.

2. Experimente! Sugiro comecar pelas malhas mais grossinhas e menos elasticas, como a ponte roma. Elas sao mais firmes e mais faceis de controlar. Fuja no comeco das molengas ou super elasticas, como as lycras usadas em roupas de ginastica ou moda praia. 

3. A parte mais dramatica pode ser o corte. Cuidado porque o trem estica que e uma beleza e voce corre o risco de alterar demais o molde (Ui! Baixou meu lado das Minas Gerais! Sentiram o sotaque?). Muita calma nessa hora! Uma dica preciosa que facilita demais: substitua a tesoura por placa + cortador circular (a dupla de ferramentas indispensavel por quem faz patchwork). Voce vai ver que maravilha! O cortador e excelente para malhas. Vai por mim! 

4. Qualquer maquina de costura caseira pode ser usada para costurar malha ou moletom. Se voce tem overloque, otimo! Da para fechar todas as costuras nela. Se nao tem, nao sofra (e tambem nao desista). Qualquer maquina de costura caseira pode ser usada. Iuhuuu! 

Use somente a sua maquina comum, masssss... faca alguns ajustes. O mais importante deles: esqueca o ponto reto. Como a malha e um tecido com elasticidade, e bem provavel que a costura reta arrebente. Como resolver? Use o zig zag. Pegue um retalho para regular o ponto de forma que ele nao fique tao longo, nem tao curtinho. Pense que se ele ficar muito longo, a roupa ficara com mini buraquinhos. E se for apertado demais, a malha nao vai esticar. Use o bom senso! 

5. A linha pode ser a mesma que voce ja usa normalmente: de algodao ou poliester. A unica diferenca e a agulha. Troque por uma agulha propria_ conhecida como bola. Nao tem segredo. Garanto que e bem facil encontra-la para comprar em armarinhos e custa baratinho. Um cuidado que fara diferenca no acabamento. 

E nao deixe de me contar como foi sua experiencia. Deixe um recado aqui ou me encontre la no instagram: @ateliebasile


Beijos e boas costuras!